Tem algo errado, não?

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O campeão da World Series by Renault, Kevin Magnussen/McLaren (foto), larga em quarto. O campeão da GP3, Daniil Kvyat/Toro Rosso, em oitavo. Cadê o campeão da GP2 que eu não to vendo no grid para o Grande Premio da Austrália?

A igreja glorificou de pé

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A igreja glorificou de pé a segunda posição de Daniel Ricciardo no qualifying deste sábado, em Melbourne. A Igreja, neste caso, o autódromo urbano de Albert Park. O jovem australiano aproveitou das condições da pista no Q3 e registrou uma volta espetacular nos últimos segundos do treino com pneus intermediários, levantando os australianos presentes nas arquibancadas e a equipe Red Bull, reunida nos boxes. Pela vibração, acho que nem eles esperavam esse resultado.

O torcedor australiano é muito parecido com o Brasileiro. Explico: Ex-companheiros de equipe bem sucedidos tendem a ganhar a antipatia eterna da maioria dos conterrâneos – sabe aquele gostinho de vingança? Hoje, o autódromo delirou com a 13ª posição de Vettel no Q2, que durante anos, foi companheiro de equipe do australiano Mark Weber na Red Bull. O Galvão é outro mal resolvido. O Galvão Bueno, por exemplo, não desapega de ex companheiro de equipe. Vai passar toda temporada alimentando uma rivalidade Alonso x Massa. Foi assim com Rubinho e Schumacher. Neste caso, nem o brasileiro ainda desapegou.

Voltando ao treino, a chuva que caiu durante o Q2 e no Q3 embaralhou um pouco as coisas. Lá na frente, a lógica prevaleceu. A pole poisition de Lewis Hamilton confirmou a superioridade dos carros Mercedes sobre os demais. Seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, abre a segunda fila, em terceiro.

Vale o registro #1: Seis dos oito motores Mercedes marcaram presença no Q3. Button (McLaren) e Perez (Force India) não conseguiram levar seus carros para parte final da classificação.

Vale o registro #2: Marcar presença entre os primeiros nos treinos livres é uma situação. A outra, é ter um carro confiável e rápido durante as corridas. Parece que a Red Bull resolveu parte dos problemas enfrentados na pré temporada, mas ainda é cedo pra dizer que estão sanados. O RB10 sofreu com superaquecimantos. O motor Renault também sofre com problemas de potência. Na última sessão no Bahrein, por exemplo, Vettel completou apenas 17 voltas durante um “long run”. Nas outras, o alemão voltou para os boxes com problemas. O jovem Ricciardo pouco andou, mas a previsão de chuva para a corrida pode colaborar com os rubrotaurinos.

Vale o registro #3: Desde a Bélgica 2012 que o Vettel fica de fora do Q3

Vale o registro #4: A Lotus vai pagando o preço de não ter participado dos testes em Jerez. É uma tragédia anunciada. Rumores indicam que a equipe não anda muito bem das pernas. Dívidas. A saída de engenheiros importantes, como Eric Boulier e o piloto Kimi Raikkonen agravaram a situação. Romain Grosjean reclama o tempo todo do comportamento do E22, inclusive pelo Team Radio. Já Maldonado, que brigou para sair da Williams, não conseguiu fechar tempo no qualifying. A tragédia da Lotus só não foi maior porque Gutierrez perdeu cinco posições no grid por troca de câmbio, evitando assim uma última fila com Maldonado e Grosjean. Que fase!

Daqui a pouco volto com mais pitacos.

Galvanices #1

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Galvanices #1

Vocês estão preparados psicologicamente para as explicações de Mr. Galvão Bueno sobre as mudanças da temporada 2014 da Fórmula 1? Pela quantidade de informação (regulamento técnico, inovações tecnológicas e movimentação de pilotos) minha previsão é que o Galvão termine as explicações somente no mês maio, durante o Grande Prêmio de Mônaco, sexta etapa do mundial de F1. Neste final de semana teremos o primeiro round de Galvanices: a classificação, na madrugada de sábado, às 3h, e domingo, no mesmo horário, a corrida. Reserve a sua cerveja gelada e tenha horas de risos com o narrador. E aí, preparado? Qual a sua aposta?

Atualização #1: Sobre o ronco dos motores, o Galvão Bueno vai tentar puxar a sardinha para o saudosismo, falando da semelhança dos som dos motores dos carros que Ayrton Senna e Nelson Piquet pilotavam nos anos 80.

Ops, I’m a driver

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O inglês Lewis Hamilton passou por uma cena inusitada durante a primeira sessão de treinos livres para o GP da Austrália. Seu carro, o bam bam bam da pré temporada, ficou parado na volta de instalação do FP1. Não completou uma voltinha sequer. O inglês pegou uma carona e, ainda de capacete, tentou acessar o paddock do circuito de Albert Park e acabou barrado na catraca pelo segurança. Sem parar, o Hamilton soltou um “I’m driver” para o rapaz que apenas cumpria seu trabalho. A cena foi engraçada, mas Lewis acabou perdendo 90 minutos de treino nesta sexta, o que não é ruim. Mesmo assim, o neguinho fechou a sexta com o melhor tempo do dia, cravando 1:29.625, 0,157 a frente de seu companheiro de equipe, o alemão Nico Rosberg. Ao que parece, a Mercedes é a equipe a ser batida na Austrália.

Melbourne: Treino Livre 2

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Melbourne: Treino Livre 1

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O recorde negativo

Panis O GP de Mônaco de 1996 guarda o recorde negativo da Fórmula 1. Oficialmente, apenas quatro carros cruzaram a linha de chegada ao final do Grande Prêmio. Sob muita chuva, Olivier Panis garantiu a sua primeira (e única) vitória na F1. De lembuja, o francês também marcou a última vitória da Ligier na categoria. Ainda completaram o GP o escocês D. Coulthard (McLaren), o inglês J. Herbert e o alemão H. Frentzen, ambos de Sauber. Apenas os seis primeiros pontuavam ao final do GP, contra os dez primeiros da atual temporada. Doido!

#FicaDica

cff1Se você gosta de podcasts e curte Formula 1, confira este da série Five Live produzido pela BBC Radio: o CHEQUERED FLAG FORMULA 1. Nele, Jennie Gow, Allan McNish e James Allen, conversam semanalmente sobre a categoria, sempre com a presença de convidados. Neste episódio, uma geral sobre as mudanças no regulamento técnico da categoria, um balanço sobre os testes realizados durante a pré-temporada e as apostas para a temporada 2014 da F1. Ah, também é uma excelente ferramenta para treinar o seu “listening”. Gostou? Assine o RSS, na iTunes, baixe e salve no pendrive, ou no mp3 player.

E se não sobrar ninguém?

SkySportsF1.comDurante a “Press Conference” de ontem (12), em Melbourne, fizeram a seguinte pergunta ao Charlie Whiting (foto), diretor técnico da FIA: “o que vai acontecer se não sobrar nenhum carro na pista?” A resposta, simples: “A corrida acaba”. Mas isso não vai acontecer. Haverá muitos abandonos mas não chegaremos ao caos. Minha grata surpresa será ver algum motor Renault cruzar a linha de chegada ao final do GP. Vale lembrar que Sebastian Vettel não conseguiu fazer um “long run” superior a 20 voltas durante a pré temporada. A matéria na íntegra você acompanha aqui.

Serviço: GP da Austrália 2014

Fonte: Formula 1 App Aos amigos de plantão, segue a programação do GP da Austrália, primeira etapa do mundial de 2014 de Fórmula 1. Como os caras estão do outro lado do mundo, hoje a “noite” (13), já tem carro na pista. A bagaça começa as 22h30. O esquema de transmissão de TV é o mesmo dos últimos anos. Treinos Livres no Sportv, classificação e corrida na Globo. Mais tarde trago o link do streaming da SkySports F1, pra mim, a melhor cobertura da categoria.

Avanti Felipe

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É louvável o esforço da Ferrari em fazer o Felipe Massa andar no mesmo ritmo de Fernando Alonso, o el fodón de las Astúrias. O engenheiro do brasileiro, Robert Smedley, exigiu melhorias e conseguiu convencer o diretor da Ferrari, Stefano Domenicali, a utilizar uma ousada estratégia no GP da Malásia, neste final de semana, em Sepang: O brasileiro vai levar pra pista uma versão mais compacta do modelo F138, bem diferente do carro utilizado na Austrália, batizada de F138C – C de “Compact”.

Felipe Massa foi flagrado durante testes secretos realizados em Maranello com o F138C. De cara, é notável o esforço dos engenheiros no sentido de otimizar a passagem do ar com novos componentes aerodinâmicos, a implementação de um cockpit mais transado, além de novos braços de suspensão, mais curtos, visando menor desgastes nos compostos da Pirelli.

E aí, o que dizer das belas linhas dessa nova máquina de Maranello? Massa vai conseguir o pulo do gato?

Round 2: Tilkódromo Malaio

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Saindo da Austrália, poucas horas de vôo e o circo da Fórmula 1 desembarca para a segunda etapa do mundial 2013. Neste final de semana, o circuito de Sepang – próximo a capital Kuala Lumpur, também conhecido como “Tilkódromo da Malaio”, recebe pela 15ª vez uma etapa do mundial de Fórmula 1. Lá, o contraste em relação à etapa de abertura do mundial: muito calor, a umidade e as tempestades severas da zona equatorial.

Para atender a programação das televisões do velho continente, e garantir a audiência, mais uma vez Titio Bernie Ecclestone tomou a decisão de manter a largada às 16h de domingo (5h da manhã – horário de Brasília). É claro que o evento vai sofrer com a concorrência da chuva, tradicional nas cidades localizadas na região próxima a linha do equador. Outro fator que joga contra é o crepúsculo. Com o sol próximo a linha do horizonte, os pilotos sofrem com a incidência direta de luz na viseira dos capacetes.

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Em 2009, uma tempestade atingiu o circuito de Sepang durante a corrida. Os carros sem estabilidade e com a visibilidade prejudicada por conta dos sprays, deram voltas e mais voltas atras do Safety Car. Mas a chuva já era bem intensa e tornou a pista impraticável em Sepang. Bandeira Vermelha!

Com os carros parados no grid, cada piloto aguardava uma decisão à sua moda. Uns aguardavam no grid. Outros, de dentro do carro. Quem não lembra do famoso episódio de Kimi Raikkonen saboreando um picolé Magnum nos boxes da Ferrari? Após quase uma hora de paralisação, a corrida foi encerrada na volta 31 pelos comissários, principalmente pela falta de luz natural, porque a chuva já tinha diminuído sua intensidade. De Brown GP, Jenson Button recebeu a bandeirada, mas só levou metade dos pontos.
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É, pelo visto titio Bernie gosta de fortes emoções. Desafiar o clima malaio deve ser o seu passatempo favorito na temporada. 

O que acontece com o RB9?

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O que aconteceu com o carro de Vettel durante o GP da Austrália no último domingo? Com os pneus supermacios, sempre andou na ponta durante todo final de semana, principalmente na classificação na manhã de domingo. Sebastian Vettel e o seu RB9 sobravam na turma. Apontar o conjunto rubro taurino #1 como favorito para o GP era garantir uma grana extra nas casas de apostas.

Veio a largada e Vettel manteve a ponta. Todos esperavam que, após o complemento da primeira volta, o tricampeão daria PT Saudações à concorrência. Que nada. Hamilton, Massa e Alonso encheram seu retrovisor até a nona volta, quando parou para trocar os compostos supermacios da Pirelli pelos médios.

Daí pra frente, vimos uma Redbull perder velocidade após poucas voltas com os novos compostos. Vettel andou no limite para chegar ao pódio. O esperado passeio alemão em Melbourne, transformou-se numa performance discreta. Mas e as respostas? O que aconteceu com o carro que dominou todos os treinos durante o final de semana? Aqui, vale ressaltar que a temperatura em Melbourne no último domingo era de 19 graus, baixa em relação aos últimos anos. Vamos esperar o calor malaio para conferir se o problema da RedBull é baixa temperatura, ou se a Austrália foi um mero acidente de percurso.

Carro usado

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Uma crise daquelas na McLaren e a gente aqui no Brasil discutindo sobre a proibição da venda do suco Ades de Maçã! Tsec… tsec… tsec…

Não entendeu? Segue um breve relato: depois do vexame durante o final de semana na Austrália, onde a equipe fechou o GP na 9ª e 11ª posição, com Button e Perez respectivamente, Martin Whitmarsh, chefão da Mclaren, afirmou na manhã desta segunda (18), que caso a equipe não consiga melhorar o projeto de 2013, o MP4/28, vai recorrer ao design de seu antecessor.

A Informação foi descartada ao longo do dia e publicada no site Grande Prêmio.

Tá bom o clima em Woking?

Mimimi Brasilis

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O desespero de ver brasileiro na frente é tão grande que as pessoas não conseguem enxergar o óbvio: Alonso é o melhor piloto do grid. Começo o post entrando de sola naqueles que ainda acreditam que a Ferrari vai dar tratamento igual entre Alonso e Massa dentro da pista. Na boa, esquece.

Alonso é o primeiro piloto e bicampeão do mundo. Massa, tem um vice campeonato (2008). Ponto final. Só isso já já bastaria como justificativa. Mas no Brasil e para Galvão Bueno, quem corre contra brasileiro na F1, transforma-se no inimigo da nação. Com Alonso a coisa é pior, principalmente depois de dois “escândalos” contra pilotos brasileiros: em 2008 com Nelsinho Piquet – o famoso Cingapuragate e em 2010, em Hockenheim, na Alemanha, com o famoso “Alonso is faster than you”.

Se o Massa estivesse disputando posição com o espanhol e este entrou nos boxes, ele deveria ter entrado logo depois. É o velho jogo de marcação. Com estratégias iguais, a chance de continuarem na mesma posição são bem maiores. Isso é lógico. Mas o Massa ficou na pista quatro voltas a mais. Deu no que deu.

E para finalizar essa discussão, cabe um registro: todos as paradas de box de Felipe Massa foram mais rápidos que os do Alonso. A informação está aqui. Bingo!

Voltando para o GP da Austrália, Alonso se fez valer da estratégia de antecipar seu segundo pit para ganhar as posições de Felipe Massa e Sebastian Vettel. Terminou na segunda colocação e empolgado com o carro, soltou no rádio para seu engenheiro em Italiano: “Sim, nós estamos na briga”.

Já Felipe, mostrou ser um outro piloto e vai incomodar em 2013. Para isso, deverá se impor. Como disse no post anterior, Massa sabe que adotar o discurso de derrotar Fernando Alonso será um erro grave e isso pode comprometer a sua temporada. Mas sai de Melbourne com um retrospecto razoável: das onze vezes em que disputou o GP da Austrália, Massa completou apenas quatro… e nenhum pódio!

A segunda chance e o triunfo de Sutil

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Enquanto todo mundo parava nos boxes para trocar o composto supermacio, o piloto alemão Adrian Sutil, da Force Índia, permanecia na pista ganhava posições. O alemão largou fechando a sexta fila, na 12ª posição do grid. Escolheu os pneus médios e aí deu o pulo do gato na corrida.

Adrian Sutil, o último a garantir uma vaga no grid da F1 2013 na Force Índia , liderou 11 voltas do GP da Austrália e, num certo momento nas redes sociais, pintou como postulante à vitória, o que seria a maior zebra dos últimos tempos. Em entrevista à revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, declarou: “É surpreendente ver o quanto eu estava bem. Quando vi P1 na placa, foi emocionante”,

Mas na volta 43, o Sutil foi presa fácil para Kimi Raikkonen, que assumiu a liderança da corrida e dali não mais saiu. O alemão perdeu terreno quando calçou os supermacios, se arrastou e no final terminou na sétima posição.

A performance de Adrian Sutil nas ruas do Albert Park, em Melbourne, mostra que a Force Índia acertou em cheio ao promover seu retorno à F1. O alemão estava afastado por conta de uma agressão a Eric Lux, um dos cofundadores do grupo Genii, que tem participação na Lotus, na noite após o GP da China de 2011. O alemão é muito melhor que seu companheiro Paul di Resta e ainda tem muita lenha para queimar na categoria. Numa rara segunda chance na categoria, a F1 viu um retorno triunfal de um piloto no último domingo (17), em Melbourne.

“Habemus supresa”: Kimi Raikkonen vence na Austrália

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Vamos direto ao fato: a Lotus não tem o carro mais veloz do grid e, mesmo com a vitória em Melbourne, não acho que Kimi Raikkonen seja candidato ao título de pilotos em 2013. A estratégia adotada pela Lotus e bom ritmo do finlandês durante o GP foram essenciais para o resultado final. Vale lembrar que ele largou da sétima posição no grid. Mas daí apostar num título do finlandês… 

Diria que a vitória de Kimi Raikkonen foi uma grande e baita surpresa. Kimi voltou a Formula 1 no ano passado. Ficou ausente da categoria por dois anos e durante o período, se aventurou em corridas de Rallys e até na Nascar. Terminou a temporada passada na terceira posição, com uma Lotus que normalmente andava no meio do grid. Hoje, quase um ano depois de seu retorno, lidera o mundial de pilotos. Todos vibram!

Numa corrida cheia de alternativas, Kimi mostrou todo seu valor. Hora perecia não estar nem aí para o mundo. Noutra, mostrou que um campeonato mundial de pilotos não cai no colo de qualquer um. A baixa temperatura em Melbourne colaborou para seu desempenho. Kimi Raikkonen e a Lotus souberam trabalhar com os compostos que a Pirelli levou para Austrália: supermacios e Médios. O primeiro esfarelava a cada volta nos 5.303m de Albert Park –  Button trocou os supermacios na quarta volta! Após nove voltas com esse composto e mais dois stints de 24 e 25 voltas respectivamente com os compostos médios, o homem de gelo correu para o abraço. Ao final do GP, frio, respondeu para seu engenheiro: Temos um carro!

No dia de St. Patrick’s, Kimi Raikkonen se divertiu no pódio, deu uma generosa golada na sua champagne, brindou sua 20ª vitória na categoria e no próximo final de semana, vai para Sepang, na Malásia, como líder do campeonato. Resumindo: matou uma penca de bolões mundo afora. E você, aposta no Ice Man para o título de 2013?

 

“Diferente”, Massa tenta virar o jogo em Melbourne

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Os jornalistas que acompanham a abertura do mundial de Fórmula 1 em Melbourne, são unânimes em relação ao comportamento de Felipe Massa durante as entrevistas: o brasileiro está diferente, lembra a postura do fim da temporada passada. Confiante e concentrado, Massa demonstrou maturidade em falar de sua posição dentro da Ferrari – esta é a sua oitava temporada vestindo o macacão vermelho da Scuderia. Ciente de sua importância para o ambiente da equipe sabe que adotar o discurso de vencer o Alonso é um erro grave e pode comprometer a sua temporada – fato este que mexeu com seu psicológico nos últimos anos. Quem não lembra do “Alonso is faster than you…”? Pelo visto, esse episódio é pagina virada pro brasileiro.

Em Melbourne, Felipe terá que “brigar” contra sua fama de azarado no traiçoeiro circuito de Melbourne. Das dez vezes em que disputou o GP da Austrália, Massa completou apenas três. Desses, nenhum pódio. Como é pouco utilizado ao longo do ano, o circuito de Albert Park apresenta um asfalto liso, com baixa aderência e poucas áreas de escape. Um desafio e tanto para os pilotos e equipes.

Nos treinos livres dessa sexta, Massa completou 32 voltas. Na melhor passagem, o brasileiro registrou 1:26.855, o que valeu a oitava posição do dia, +0.9 do alemão Sebastian Vettel. O brasileiro enfrentou problemas no Kers durante o segundo treino livre, o que o impediu de conseguir um melhor resultado. Pra fechar o dia, ainda recebeu uma multa por ultrapassar o limite de velocidade de 60km/h no pit-lane. Pela regra, qualquer piloto que exceder o limite será multado em €200 por cada quilômetro excedido. Massa terá que desembolsar €1.400.

Que leve consigo um ramo de arruda na orelha e mais algumas mandingas no resto do final de semana. Saravá!

Prenda a sua respiração

A temporada 2013 começa em começa na próxima quinta, no circuito de Albert Park, em Melbourne, Austrália e o cevadabuster.com está de volta. Como sou bacana, publiquei esse vídeo abaixo como aperitivo pra vocês. Durante sete minutos você vai viajar no tempo: disputas, dramas, acidentes, incidentes… motivos não faltam para eu gostar dessa bagaça. Ao final, verás como a frase que abre esse vídeo, faz todo sentido. Hold your breath! #TamoJunto

Serviço: GP Brasil 2012

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Palco de boas corridas, Interlagos decide Mundial de F1 pela sexta vez em oito anos. Uma das melhores pistas da F1, com longas retas, miolo desafiador e um clima que quase sempre apronta uma surpresinha por lá.

O vice-líder do campeonato, o espanhol Fernando Alonso ou El Fodón de las Astúrias, retorna ao palco em que comemorou seus dois títulos mundiais para buscar o tri contra o Alemão Sebastian Vettel. O histórico de decisões do GP Brasil de F1 joga contra o espanhol: apenas Kimi Räikkönen conseguiu virar o jogo em Interlagos para ficar com o título.

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Segue abaixo, a programação do GP do Brasil, 20ª e última etapa do Mundial. Um Grande Prêmio amado por uns e odiado por outros. A meteorologia prevê possibilidades de chuva em Interlagos no sábado à tarde e chuva forte no domingo pela manhã, diminuindo de intensidade à tarde.

23/11 Sexta
10h00 – 11h30: F-1, 1º treino livre
12h00 – 12h35: Porsche Cup, treino livre
14h00 – 15h30: F-1, 2º treino livre
15h45 – 16h20: Porsche Challenge, treino livre

24/11 Sábado
11h-12h: F-1, 3º treino livre
14h-15h: F-1, treino classificatório
15h10-15h45: Porsche Cup, treino classificatório
16h-16h35: Porsche Challenge, treino classificatório

25/11 Domingo
9h15 – 9h25: desfile de carros de serviço
9h40 – 1015: Porsche Challenge, corrida
10h30 – 11h05: Porsche Cup, corrida
13h30: F-1, formação do grid
13h45: F-1, fechamento dos boxes
14h: GP do Brasil, 71 voltas